Como cidadãos americanos podem adotar no Brasil?

Americanos que pretendem adotar no Brasil necessitam apresentar uma vasta documentação para habilitação perante o Departamento de Justiça nos Estados Unidos (USCIS). Após cumpridas as exigências da legislação
americana, o organismo americano – acreditado para trabalhar no Brasil – encaminhará a habilitação americana à CEJAI, do estado onde o cidadão americano deseja adotar, para ingressar com o pedido de habilitação Brasileiro.

De posse da habilitação para adotar no Brasil, a(s) criança(s) seja(m) indicada(s) pela CEJAI, o pretendente tenha expressamente aceitado a indicação da CEJAi, dá-se início ao processo de aprovação prévia da adoção daquela(s) criança(as) específica(s) junto ao USCIS. O USCIS encaminha a aprovação preliminar para o Consulado Americano no Rio de Janeiro que processa a troca dos Certificados de Continuidade (artigo 17 da Convenção de Haia) com a CEJAi.

Uma vez cumpridos todos os requisitos legais brasileiros da adoção tais como: o estágio de convivência, o decreto de adoção e a expedição da nova certidão de nascimento, a CEJAi emitirá o Certificado de Conformidade (artigo 23 da Convenção de Haia) para expedição do passaporte brasileiro pela Polícia Federal.

Neste ponto, é agendada uma entrevista de visto de imigrante para o(a) adotado(s) no Consulado Americano no Rio.
Na entrevista exige-se a presença de ambos adotante(s) e adotado(s) para apresentação da documentação requerida para o visto IH-3. O consulado
emitirá o Certificado de Haia que garante que todos os passos da Convenção foram rigorosamente seguidos. Ao entrar nos Estados Unidos, a(s) criança(s) automaticamente recebe(m) cidadania americana com base no Ato de Cidadania de 2000 e tem todos os direitos legais que qualquer outra criança americana tem em seu país.

O trabalho dos organismos credenciados continua nos Estados Unidos, prestando assistência psicológica ou qualquer outra ajuda que seja necessária para o ajuste das novas famílias à nova realidade.
Os organismos também são responsáveis por providenciar os relatórios pós-adotivos exigidos pelo governo brasileiro.

Fonte: Departamento de Estado dos Estados Unidos