| Uma Estrela a iluminar; leva todos ao nascimento do menino Deus.
De repente um cometa de Negritude Singular, enriquece uma união
fraternal, e, passa a habitar um lar de amor, conjugado ao verbo
adotar, sublime ideal, aqui chamado de "QUINTAL DA CASA DE
ANA".
Quintal do cotidiano, do pé de jabuticaba, do jogo de bola
de gude, do canto do galo, do latir dos cachorrinhos, da roda de
ciranda. Tempos que não voltam mais... E, num sonho sonhado,
renasce para resgatar a dignidade.
Da Casa de Ana, a semente faz brotar uma irmandade jovem; alicerçada
na magnitude da célula familiar, idealista, objetiva e tenaz,
na busca constante dos verdadeiros valores.
Aparecem as dificuldades, os conflitos de idéias, o desamor,
a inveja, governantes compromissados com o mercado, em detrimento
da cidadania. Esquecem tudo, até a nossa sensibilidade interior,
o nosso ego, a alto- estima, o amor ao próximo.
Por fim, surge a Justiça Divina, dádivas dos homens
de boa vontade, que unidos, até tardam, mas não deixam
faltar no coroamento da verdadeira felicidade, cuja vitória
final será sempre do bem e do amor.
Essa irmandade jovem para: e, numa reflexão, buscam nas
campinas verdejantes, os horizontes de seus filhos. E, com os olhos
lacrimejados de amor, de uma só vós clamam: filhos,
obrigado por nos fazerem mais felizes, no Brasil ainda podemos respirar
a esperança, plantar o amor para compartilhar, com a fé
nada tememos, devemos sim, meditar e escutar o silêncio, reverenciar
a vida, e, deixar nos amar por Deus.
por Geraldo Fabiano de Oliveira Toledo
Dezembro/2005
|